Reportagens

Como as águas mais quentes influenciam desde o sumiço das ostras à chegada precoce de baleias

🗓️ 31/05/2026

Enquanto as baleias antecipam a chegada, a maricultura catarinense enfrenta outro desafio: a mortalidade em massa de ostras provocada pelas altas temperaturas da água. Santa Catarina é o maior produtor do marisco do Brasil, especialmente da espécie Magallana gigas, cultivada principalmente em Florianópolis. Mas a espécie, originária do Pacífico, é adaptada a águas mais frias. Segundo o professor Rafael Diego da Rosa, do Centro de Ciências Biológicas da UFSC e coordenador do Laboratório de Biotecnologia e Saúde Marinha (LaBIOMARIS), o calor extremo registrado no verão provocou perdas expressivas na produção. No início do ano, produtores de ostras de Florianópolis enfrentam uma das maiores crises já registradas na maricultura local. A mortalidade em massa causada pelo aumento da temperatura da água do mar chegou a até 90% da produção, um índice considerado sem precedentes pelo setor.

O professor explica que o aumento da temperatura da água provoca estresse fisiológico nos animais e pode deixá-los mais suscetíveis à ação de vírus, bactérias e outros microrganismos. Por conta disso, pesquisadores da UFSC, em parceria com instituições do Brasil, França e Chile, criaram uma rede internacional de pesquisa para investigar os fenômenos de mortalidade das ostras e a relação deles com as mudanças climáticas. — Queremos entender se o que está matando as ostras é um fator ambiental, infeccioso ou uma combinação dos dois — diz Rafael.
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Ostras verdes surgem no Sul da Ilha e intrigam pesquisadores

🗓️ 14/04/2026

Um fenômeno raro tem chamado a atenção de pesquisadores e moradores no Sul da Ilha, em Florianópolis: o aparecimento de ostras com coloração esverdeada. Os moluscos, comuns na região, surgiram com uma tonalidade diferente do habitual, despertando curiosidade e levantando hipóteses sobre as causas da mudança.
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Como fenômeno raro tem deixado ostras esverdeadas e mais saborosas em Florianópolis

🗓️ 14/04/2026

Um fenômeno raro está mudando o aspecto e a qualidade das ostras cultivadas pelos maricultores da Baía Sul, em Florianópolis, nas últimas semanas. Segundo pesquisadores da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), a proliferação de um tipo de microalga está fazendo os moluscos apresentarem uma coloração esverdeada. De acordo com a universidade, o fenômeno não é um problema. A microalga do grupo diatomáceas não produz toxinas e ainda agrega qualidade e sabor às ostras, vieiras e mexilhões cultivados, que têm nesses organismos unicelulares uma rica fonte nutricional.

O engenheiro de Aquicultura Gabriel Filipe Faria Graff, doutorando em Biotecnologia e Biociências e pesquisador do Laboratório de Biotecnologia e Saúde Marinha (LaBIOMARIS) da UFSC, comenta que a ocorrência de ostras verdes já foi observada em Santa Catarina há mais de 10 anos, em pelo menos duas ocasiões: em 2009 e entre 2015 e 2016.
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Ostras verdes em Florianópolis: como fenômeno raro transforma moluscos em iguaria de luxo

🗓️ 13/04/2026

Quem consumiu ou trabalhou com as ostras cultivadas na Baía Sul, em Florianópolis, nas últimas três semanas, pode ter levado um susto ao abrir a concha: muitos moluscos estão apresentando uma coloração esverdeada. Mas o que à primeira vista poderia parecer um problema sanitário ou de poluição é, na verdade, um verdadeiro “bilhete premiado” da natureza para a maricultura catarinense. Pesquisadores da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) analisaram o fenômeno e trouxeram uma excelente notícia aos produtores e consumidores. A mudança de cor é causada pela proliferação de uma microalga rara na região, que não produz nenhum tipo de toxina e é totalmente segura para o consumo humano. Pelo contrário: a presença desse micro-organismo funciona como um suplemento natural que agrega valor nutricional e melhora o sabor das ostras, vieiras e mexilhões.

Para se ter uma ideia do potencial comercial desse evento, na França, as chamadas huîtres vertes (ostras verdes, na tradução literal) são consideradas uma iguaria sofisticada, especialmente as cultivadas na famosa região de Marennes-Oléron. Lá, esse tipo de ostra possui até a prestigiada certificação europeia Label Rouge, que atesta uma qualidade muito superior aos produtos convencionais de mercado. Segundo o engenheiro de aquicultura e pesquisador da UFSC, Gabriel Filipe Faria Graff, registros desse fenômeno em águas catarinenses são raríssimos. As últimas duas vezes em que as ostras ganharam essa tonalidade verde no Estado ocorreram há mais de dez anos.
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Fenômeno raro deixa ostras esverdeadas e mais saborosas; pesquisadores da UFSC explicam

🗓️ 10/04/2026

Um fenômeno raro observado nas últimas três semanas na Baía Sul, em Florianópolis, está mudando o aspecto e a qualidade das ostras cultivadas pelos maricultores locais: a proliferação de microalgas do grupo das diatomáceas nessas águas está fazendo os moluscos apresentarem uma coloração esverdeada. Longe de ser um problema, isso é, na verdade, um fenômeno com grande potencial. De acordo com pesquisadores da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), a microalga não produz toxinas e agrega qualidade às ostras, vieiras e mexilhões cultivados, que têm nesses organismos unicelulares uma rica fonte nutricional.

De acordo com o engenheiro de Aquicultura Gabriel Filipe Faria Graff, doutorando em Biotecnologia e Biociências e pesquisador do Laboratório de Biotecnologia e Saúde Marinha (LaBIOMARIS) da UFSC, a ocorrência de ostras verdes já foi observada em Santa Catarina em pelo menos duas ocasiões, há mais de dez anos. Microalgas capazes de conferir coloração a moluscos são registradas recorrentemente em outras localidades, como a região francesa de Marennes-Oléron, onde as chamadas huîtres vertes (literalmente, ostras verdes em francês) são consideradas uma iguaria sofisticada e possuem certificação Label Rouge (Red Label) do Ministério da Agricultura da França – que atesta a qualidade superior de produtos alimentares em comparação a produtos convencionais.
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Globo Rural destaca pesquisa que aprimora manejo no cultivo de ostras

🗓️ 02/02/2026

Reportagem do programa Globo Rural veiculada na TV Globo no último domingo (1º de fevereiro) destacou os resultados de uma pesquisa com participação da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) que deve aprimorar a produção de ostras em Florianópolis. O estudo, desenvolvido ao longo de dois anos em parceria com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae-SC), mostrou que as diferenças de salinidade, temperatura e circulação das águas das baías norte e sul tornam cada região mais propícia para distintos estágios do cultivo. Na baía norte, onde há menos circulação marítima e águas mais quentes, as condições são ideias para o plantio das sementes e crescimento das ostras, com menor índice de mortalidade. Na baía sul, os moluscos que começaram a se desenvolver no norte encontram maior circulação marítima e águas mais frias, o que favorece a engorda até o ponto de consumo.

O oceanólogo Claudio Blacher, supervisor do Laboratório de Moluscos Marinhos (LMM) da UFSC, explica, na reportagem, que na baía sul as águas têm temperaturas mais baixas em função da ocorrência do afloramento de águas de fundo no processo de circulação marítima daquela região. Isso traz mais oxigenação e renovação da água, além de oscilações de temperatura mais frequentes do que as observadas na baía norte. Com o achado, maricultores das regiões de Santo Antônio de Lisboa, no norte, e do Ribeirão da Ilha, no sul, têm trabalhado em parceria e aprimorado os ganhos com a atividade. A reportagem do jornalista André Lux ouviu produtores que destacaram os benefícios já observados com a nova dinâmica de produção.
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UFSC lidera rede inédita internacional para melhorar saúde das ostras

🗓️ 07/07/2025

Uma rede inédita que envolve pesquisadores da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), no Brasil, e de instituições da França e do Chile está dando início a um grande projeto que visa incrementar a saúde das ostras. O objetivo será identificar patógenos potencialmente envolvidos nas mortalidades desses animais no verão. Dessa forma, será mais fácil definir estratégias preventivas para o cultivo, alinhadas ao conceito de Saúde Única.

Na UFSC, a rede vai envolver 13 pesquisadores de departamentos de ensino do Centro de Ciências Biológicas (CCB), do Centro de Ciências Agrárias (CCA) e do Centro de Ciências da Saúde (CCS), com colaboração de uma pesquisadora da Universidade Federal da Paraíba (UFPB). A parceria engloba ainda as universidades de Montpellier e de Perpignan, o Ifremer (instituição de pesquisa francesa dedicada ao conhecimento dos oceanos) e o Centre National de la Recherche Scientifique (CNRS), na França; e a Pontificia Universidad Católica de Valparaíso (PUCV), a Universidad Católica del Norte (UCN) e o Centro de Estudios Avanzados en Zonas Áridas (Ceaza), no Chile. No total, serão cerca de 30 pesquisadores envolvidos com as atividades nos três países. Além deles, a rede também vai contar com a participação de pós-doutorandos e alunos de mestrado e doutorado de cinco programas de pós-graduação da UFSC: Aquicultura, Biotecnologia e Biociências, Bioquímica, Farmácia e Ciências dos Alimentos.
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